Irmãos escondem corpo do pai por meses para ficar com benefícios

Dois irmãos são presos na Ilha do Governador após manterem corpo do pai morto por meses em casa. Vizinhos denunciaram o sumiço do idoso de 88 anos.

Um caso chocante foi revelado nesta quarta-feira (21), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. Dois irmãos foram presos em flagrante pela ocultação do cadáver do próprio pai, um idoso de 88 anos, cujo corpo foi encontrado em estado de esqueletização, o estágio final da decomposição.

Os acusados, Marcelo Marchese D’Ottavio e Tania Conceição Marchese D’Ottavio, mantiveram os restos mortais do pai, Dario Antonio Raffaele D’Ottavio, escondidos dentro da casa onde moravam. O crime veio à tona após denúncias de vizinhos, que estranharam o desaparecimento do idoso, que não era visto havia meses.

Polícia prende irmãos por ocultar cadáver - Foto: Divulgação / Polícia Civil

Corpo encontrado sobre a cama

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, os agentes da 37ª DP (Ilha do Governador) encontraram o corpo deitado sobre uma cama, já em avançado estado de decomposição. Vídeos divulgados pela Polícia Civil mostram o momento da prisão dos irmãos e o interior da residência com a cena macabra.

Suspeita de fraude e interesse financeiro

As investigações iniciais apontam que o motivo da ocultação pode ter sido financeiro: os irmãos estariam tentando continuar a receber benefícios em nome do pai falecido, como aposentadoria ou pensões.

A polícia já solicitou a perícia técnica para definir a causa da morte e o tempo exato do óbito. As autoridades também avaliam se os acusados realizaram movimentações bancárias ou saques indevidos nos últimos meses.

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Transtornos psicológicos e internação hospitalar

Após a prisão, Marcelo e Tania foram levados para uma unidade hospitalar, onde permanecem internados sob cuidados médicos, devido à suspeita de que ambos sofrem de transtornos psicológicos graves.

A situação levanta debates sobre o abandono familiar, negligência com a saúde mental, e a vulnerabilidade do sistema de controle de benefícios sociais. O caso continua em investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

Repercussão na comunidade

Moradores da região relataram que o idoso era pouco visto nos últimos tempos, mas ninguém imaginava que estivesse morto dentro de casa. “A gente achava estranho, porque ele não aparecia mais. A casa tinha um cheiro forte, mas nunca pensamos que fosse isso”, afirmou um vizinho, sob anonimato.

A Polícia Civil confirmou que o caso é considerado um dos mais macabros dos últimos anos na região e pediu a colaboração da população para qualquer informação adicional que ajude na investigação.

O Portal de Bel está a disposição dos envolvidos caso queiram se manifestar

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